quinta-feira, 29 de junho de 2017

Celular e Crianças, bom ou ruim?

Quer um tema ser controverso, é esse... Estudiosos de um lado, pais de outro e crianças de outro ainda. Normal até, visto que isso é uma tecnologia relativamente recente.

Vou dar somente a minha opinião de mãe, com vivencia de causa. Faz um pouco mais de 1 ano que os ninos ganharam cada um o seu celular, e com eles, obviamente as regras de uso.  Os celulares eram os nossos que havíamos trocado por modelos mais novos, mas pra eles não fez diferença nenhuma, o que importava era o tesouro que tinham nas mãos.




E como toda boa novidade, eles exploraram um monte – sempre dentro das regras pré-definidas – até que eu achei que iriam enjoar. Mas isso nunca aconteceu, porque esse mundo tecnológico é renovado constantemente e se nós nos perdemos nele, imaginem as crianças?

E aí que me perguntei o quanto saudável é para eles terem o seu celular e quanto facilitava ou dificultava a minha tarefa de mãe. E como tudo que é excesso faz mal – eles escutam essa frase constantemente – começamos a ver como o celular nos ajudava em várias situações: era ótimo quando eu precisava estar em algum compromisso que não agradavam à eles, como uma sala de espera para uma consulta médica, ou um jantar dado em nossa casa somente para os adultos. O celular era uma ótima babá, porque não se escutava uma única criança.

Mas por outro lado comecei a perceber que eles ficavam mais impacientes e agitados, brigavam por qualquer motivo e muitas vezes não queriam nem cogitar a possibilidade de qualquer outra atividade que não fosse o celular. Isso nem precisou de muito tempo pra acontecer, um dia quando fui buscá-los na escola e fiz a minha rotineira pergunta: “vocês tem atividade de aula hoje?” e a reposta foi: “depois mãe, eu preciso baixar um jogo primeiro” vi que não podia deixar a responsabilidade de administrar o uso do celular por conta deles.

Achei que já eram grandes e entendiam que o estudo vem primeiro que qualquer jogo ou algo que os youtubers tenham a dizer. Engano meu, esqueci que eram crianças, e que eu deveria tratá-los como tal. Nesse mesmo dia ficou definido que só poderiam usar o celular de sexta-feira a noite até domingo, unicamente nesses dias, e também não poderiam “esquecer do mundo” nesse período.




Se aceitaram bem? Logicamente que não, ficaram bravos, discutiram, argumentaram, prometeram que nunca mais iriam fazer aquilo. Mas eu me mantive firme na decisão, e foi a melhor escolha que eu fiz, hoje não tenho problema nenhum com celular ou qualquer aparelho tecnológico dentro de casa. Eles têm no quarto deles os celulares, tablets e vídeo game, e só mexem quando sabem que estão liberados para isso. No tempo que eles têm livre durante a semana, brincam no parque do prédio com os amigos, brincam de lego, leem livros e gibis, assistem um pouco de TV, tudo que uma criança saudável deve fazer.  

Admito que muitas vezes me “passa pela cabeça” fugir dessa regra e deixá-los usarem o celular quando teoricamente estão proibidos, afinal, é muito mais fácil né. Mas só é mais fácil a curto prazo, porque a longo prazo sei que será um problema que terei que resolver novamente. Como mãe, muitas vezes tomo decisões que não agradam muito à eles, mas sempre tento me lembrar, sou mãe e não amiga, é minha função educar da melhor forma possível. E posso dizer, com certeza, estou muito feliz com como meus filhos estão crescendo.



quinta-feira, 22 de junho de 2017

E quando nossos filhos nos tiram do sério?

   Quero começar esse blog, com um conselho tão valioso e que me ajuda todos os dias, mas para isso, vocês precisam entender quando eu uso ele...

Sabe aquele dia que seu filho decide te tirar do sério? O Leo é assim, ele odeia usar tênis – O D E I A – aperta, machuca, incomoda, já comprei vários modelos e marcas diferentes, e nada faz ele mudar de ideia. Por isso, como moramos numa cidade muito fria, Curitiba – PR, achamos a solução perfeita: Crocs! Mas vamos falar a verdade né, não é exatamente a opção mais bonita para andar por aí e nem sempre a mais adequada.

   E hoje foi assim, dia de educação física na escola, obrigatoriamente tem que ir de tênis, obviamente que começaram as discussões, brigas e mau humor. Parei, respirei fundo e lembrei da minha tia, que quando o meu menino mais velho nasceu, me deu o conselho: “Sempre que você ficar muito brava com ele, olhe para a mãozinha dele”, e naquele momento olhei para aquele bebê indefeso nos meus braços e vi sua mãozinha toda gordinha ainda e não entendi completamente o que ela quis dizer, mas guardei comigo.




   Hoje percebo o quão valioso é esse conselho, porque quando olhei para o Leonardo, bravo, fazendo bico e reclamando, a opção mais rápida seria eu brigar e obriga-lo a colocar o tênis nos pés, afinal, eu já estava ficando irritada também e não sou a pessoa mais paciente do mundo.
Mas olhei para mão dele, tão pequena perto da minha, ela ainda é meio gordinha, bem típica de mão de criança. Se a mão é tão pequena, quer dizer que ele também é, e por mais incrível que pareça, nessa hora de raiva, esse pensamento acalma, porque lembra que o adulto aqui sou eu, quem tem que racionalizar a situação sou eu!

   Automaticamente eu percebo que estou lidando com uma criança, porque é bem fácil esquecer disso, quando eles argumentam e tem opinião formada já, e a dele hoje seria que usar tênis “é uma droga”. Parei de brigar, ignorei por um tempo e quando ele se acalmou, conversamos sobre a situação e conseguimos chegar no acordo de usar o tênis sem briga a partir de hoje (a conversa foi longa e vai ser assunto para outro post) e ele foi todo feliz, afinal adora fazer a aula de educação física.

   Se eu não tivesse parado para analisar a mão dele e lembrar que é criança, eu teria obrigado a colocar o tênis, ele continuaria mal-humorado e esse sentindo oprimido por ter que fazer algo que, para ele, não era o certo e com certeza não traria nenhum retorno positivo. Por isso que esse conselho é meu guia, eu olho as mãozinhas deles o tempo todo, e toda noite, quando estão dormindo, beijo a mão de cada um e agradeço por essa oportunidade incrível que é ser Mãe.

Se eu puder dar um conselho, “olha o tamanho da mãozinha”!!!


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Quem somos?


Jessika Garcia
Sou a Jessika, desde muito cedo comecei a trabalhar fora (com 12 anos), e isso ajudou na formação da minha personalidade, sou independente até “no osso”... Mas com as reviravoltas que a vida nos dá, hoje sou Mãe em tempo integral - e dependo do dinheirinho do marido. E é isso que quero compartilhar com vocês, os prazeres, desafios e amarguras dessa caminhada...



Bruno (11 anos)
Menino doce e inocente, de uma sensibilidade extrema, e sempre disposto a ajudar. Mas não se enganem com esse rostinho, sabe ser manipulador e estrategista quando convém, e quando você viu... Pronto... Já está nas garras dele.



Leonardo (quase 9 anos)

Sabe aquele menino que sempre está em movimento? É ele... Tem uma energia e uma vontade de viver que ilumina por onde passa - pode ser o cabelo vermelho também - não sei ao certo, mas é aquele cara companheiro, carismático e divertido que é uma delícia ter por perto. Mas quando decide ficar de mau humor... Fujam, corram o mais rápido que puderem, porque o bonitinho consegue desestabilizar qualquer alma, por mais preparada que esteja. 

Pesadelos, como lidar?

Tem lugar mais aconchegante e seguro que a cama do pai e da mãe? Não né? E esse é um tema que normalmente divide opiniões, e eu vou usando ...